Esperanto é uma língua criada para facilitar a comunicação entre os povos do mundo inteiro. Internacional e neutra, pertence a todos.

O Que é Esperanto?

O Que é Esperanto?

Esperanto é a língua iniciada pelo oftalmologista polonês L. L. Zamenhof, criada para facilitar a comunicação entre os povos do mundo inteiro.  Zamenhof lançou seu primeiro manual em 1887, em Varsóvia, Polônia. O lema do Esperanto é: “Para cada povo, sua língua; para todos os povos, Esperanto”. Seu valor propedêutico, facilitando o aprendizado de línguas nacionais, já foi comprovado várias vezes em experimentos na Europa e em outras partes do mundo.

 A UNESCO por duas vezes reconheceu seu valor cultural (1954 e 1985). A língua já tem falantes em mais de 120 países e firma-se cada vez mais na internet. Mais de cem anos de utilização prática fizeram do Esperanto uma língua viva, capaz de exprimir qualquer nuance do pensamento humano. Ela é internacional e neutra porque pertence a todos os povos e proporciona a comunicação entre pessoas de todo o mundo, sem qualquer tendência de hegemonia cultural, política, religiosa e econômica.

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Quem aprende o Esperanto tem o privilégio de usufruir de duas cidadanias que se interagem e mutuamente se enriquecem: a primeira todos recebem automaticamente quando nascem. A segunda cidadania ganhamos ,quando, voluntariamente, optamos por ser cidadãos do mundo, através do Esperanto. O Esperanto é empregado em viagens, correspondência, intercâmbio cultural, convenções, literatura, ensino de línguas, televisão e transmissões de rádio. Alguns sistemas estatais de educação oferecem cursos opcionais de esperanto, e há evidências de que auxilia na aprendizagem dos demais idiomas.

O Esperanto é uma língua aglutinante, sem gêneros gramaticais para entidades assexuadas, sem conjugação de verbos variáveis por pessoa ou número e com três modos: indicativo, imperativo e subjuntivo, além das formas nominais do verbo e seis particípios; tem apenas dois casos morfológicos: o acusativo e o nominativo. Como uma língua construída, o Esperanto não é relacionado genealogicamente a nenhuma língua étnica; pode ser descrito como uma língua de léxico predominantemente românico e de morfologia aglutinante.

 A fonologia, a gramática, o vocabulário e a semântica são baseados em línguas indo-europeias ocidentais. Os fonemas são essencialmente eslavos, assim como muito da semântica, enquanto o vocabulário é derivado primordialmente de línguas românicas, com uma menor contribuição de línguas germânicas e algumas palavras de várias outras línguas (o dicionário etimológico de esperanto “Konciza Etimologia Vortaro”, de André Cherpillod, faz referência a 110 línguas). A pragmática e outros aspectos da língua não descritos especificamente nos documentos originais de Zamenhof foram influenciados pelas línguas nativas dos primeiros falantes, principalmente russo, polonês, alemão e francês.

Confira Resumos Históricos do Esperanto NO MUNDO e também NA BAHIA

 A relação entre grafemas e fonemas é biunívoca (uma letra para cada som e um som para cada letra) e a morfologia é extremamente regular e fácil de aprender. Tipologicamente, a ordem sintática padrão do Esperanto é sujeito-verbo-objeto e adjetivo-substantivo. Novas palavras podem ser formadas a partir de processos de construção com morfemas já existentes na língua, ou podem ser introduzidas como neologismos.

 O vocabulário original do Esperanto foi definido em Lingvo internacia, publicado por Zamenhof em 1887. Trata-se de uma compilação de 900 radicais, passíveis de expansão para dezenas de milhares de palavras com prefixos, sufixos e composição. Em 1894, Zamenhof publicou o primeiro dicionário de Esperanto, Universala Vortaro, com uma maior quantidade de radicais. As próprias regras da língua permitem  a introdução de novos radicais de acordo com a necessidade, recomendando apenas que isso seja feito a partir das formas mais internacionais.

Desde então, muitas palavras têm sido “emprestadas”, basicamente, mas não apenas de línguas da Europa ocidental. Nem todas as novas palavras propostas entram em uso generalizado, mas muitas o fazem, especialmente termos técnicos e científicos. Termos para uso cotidiano, por sua vez, geralmente são feitos a partir de outros radicais, por exemplo, komputilo (computador) a partir de komputi (computar) com o uso do sufixo il (para indicar ferramentas). Há frequentes debates entre esperantófonos sobre a justificabilidade da introdução de uma palavra em particular e sobre as possibilidades de alcançar o sentido pretendido através da construção de palavras com elementos já existentes.

Confira abaixo Resumos Históricos do Esperanto:

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